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20120410

Agora há quem diga que ser gay é uma forma de protestar... onde é que vamos parar?!

José António Saraiva, (por acaso é sobrinho do José Hermano Saraiva), é arquiteto de profissão, e diretor do semanário SOL - página da wikipédia aqui - iluminou-se, e publicou o artigo Homossexuais Contestatários. Bem, o artigo de opinião, resumidamente, e na minha opinião pessoal, é uma palhaçada.

Em resumo, este senhor diz que hoje em dia, há homossexuais que o são, como forma de contestar:
"Para alguns jovens, a homossexualidade surge como uma forma de mostrar a sua ‘diferença’, (...). Ser homossexual, para muitos jovens, é tudo isto. É uma forma de insubmissão (...), é um desafio aos pais. Se antes os jovens desafiavam os pais tornando-se ‘de esquerda’ hoje desafiam-nos recusando a ‘família burguesa’ e mostrando-lhes que há outras formas de relacionamento" - José António Saraiva, in "Homossexuais Contestatários, SOL


Ou seja, antigamente, para protestar, faziam-se manifestações. Para ser diferente, deixava-se crescer o cabelo. Para chatear os pais, fumava-se. Agora, em vez disso, e segundo este senhor, assume-se a homossexualidade.

Segundo ele, foi ao ver um jovem que aos seus olhos, aparentava ser gay, que se lembrou de escrever isto:
"À minha frente, no elevador, está um rapaz dos seus 16 ou 17 anos. Pelo modo como coloca os pés no chão, cruza as mãos uma sobre a outra e inclina ligeiramente a cabeça, percebo que é gay." Isto é absurdo. Rotular pessoas só pela forma de ser ou estar, é, só por si, uma coisa descabida. Será que ele, cada vez que vê uma pessoa que não acha que é gay, pensa nisso? "Olha, aquele gajo como bebe cerveja e pela forma como fuma o cigarro, percebo que é heterossexual." Ou, "Olha, aquela gaja que vai ali, pela saia percebo que é heterossexual.". Isto é o CÚMULO.

Quem é gay, é porque é, tal como é heterossexual é porque é, ou bissexual porque sim. Ponto final. Será que ele se justifica sobre a sua sexualidade? Duvido. Então porque é que ser gay, tem que ter um motivo?

Isto só reforça a minha teoria, cá em Portugal, tudo o que seja "diferente", que não seja como a maioria considera "normal", é apontado, é diferenciado, ainda que inconscientemente. Enfim.

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